Desodorante Natural vale a pena?

  • Desodorante Natural vale a pena?

Certos produtos são itens indispensáveis em nosso cotidiano, um deles é certamente o desodorante. Por isso é importante que produtos assim sejam, além de eficazes, saudáveis tanto para nossa saúde quanto para a do planeta. Afinal, hábitos diários são aqueles que mais causam impacto, seja positivo ou negativo, a depender da qualidade do produto usado.

Nesse texto vamos abordar os possíveis inconvenientes envolvidos no uso de desodorantes convencionais e quais os benefícios envolvidos na substituição destes por aqueles de composição baseada em matéria prima natural.

O problema dos desodorantes convencionais

Os desodorantes convencionais apresentam dois problemas básicos. O primeiro é o fato de serem comercializados em embalagens plásticas, o que faz com que cada desodorante usado se torne um resíduo que vai permanecer na natureza por pelo menos 450 anos (1) . Multiplique isso pela quantidade de desodorantes que utilizamos em um ano e imagine o impacto ambiental negativo que essa prática causa, ainda mais quando difundida em larga escala.

Outro problema são as substâncias sintéticas presentes na composição. Elaboradas muitas vezes com o propósito de oferecer não somente uma ação desodorante, mas também antitranspirante, elas têm o potencial de gerar um entupimento dos poros da pele. Além de prejudicar o equilíbrio da temperatura natural do corpo, o uso a longo prazo de substâncias como o cloridrato de alumínio - presente nas fórmulas convencionais de antitranspirantes - pode fazer com que elas se acumulem no organismo, trazendo a possibilidade de doenças.

Cloridrato de alumínio faz mal?

No que se refere às substâncias químicas nocivas potencialmente presentes nos desodorantes, a mais comentada é de fato o cloridrato de alumínio, associada ao aumento da possibilidade de câncer de mama e da doença de Alzheimer. Alguns dão como certo que o acúmulo dessa substância no corpo é perigoso (2), enquanto outros afirmam que isso não passaria de um mito (3).

O que vemos, na verdade, é um esforço, por parte de grandes empresas do ramo de cosméticos de uso diário, para normalizar, através de reportagens em veículos de comunicação reconhecidos, o uso desse componente.

No entanto esse esforço é feito no sentido de tranquilizar os clientes com relação a algo que não é consenso entre os pesquisadores do ramo, não sendo possível dessa forma afirmar categoricamente a segurança dessa substância.

O que dizem as cientistas?

Buscando oferecer a vocês que nos acompanham uma informação fundamentada buscamos artigos científicos acerca dessa temática. Como resultado encontramos um trabalho de Keitiane Oliveira Maciel, no qual, enquanto pós graduanda de Dermocosméticos e Cosmetologia Clínica ela elaborou uma pesquisa chamada ‘Patologias que podem estar relacionadas ao uso de antiperspirantes contendo sais de alumínios e seus derivados’ (4).

Nesse artigo ela fez um levantamento das pesquisas científicas mais recentes, comparando-as no intuito justamente de responder se afinal, o alumínio faz mal ou não? Como conclusão de seu levantamento ela nos apresenta o seguinte:

"A hipótese de que o alumínio seja uma das causas da doença de Alzheimer não é descartada, porém destaca-se a necessidade de compreender a importância dos fatores ambientais, genéticos e o avanço da idade. Em relação ao câncer de mama estar relacionado ao uso de antiperspirantes contendo sais de alumínio, embora já seja possível encontrar trabalhos científicos que afirmam essa hipótese, instituições como a Anvisa e a FDA afirmam que a literatura atual não fornecem dados suficientes para estabelecer essa relação nexo causal (MACIEL, s/d, pg 11)"

 Ou seja, apesar de permitido por agências reguladoras, existem sim estudos que apontam uma correlação entre o acúmulo do cloridrato de alumínio no corpo e aumento da possibilidade das doenças acima referidas. Dessa forma, como a própria pesquisadora afirma, o caminho mais seguro é buscar produtos oriundos da cosmetologia natural, que levam em conta fatores sócio-ambientais além de recusarem o uso de substâncias químicas com potencial nocivo. Como coloca a pesquisadora: ‘Esses cosméticos são tão eficientes quanto os cosméticos tradicionais, sendo que as vantagens oferecidas são infinitamente maiores porque não produzem doenças (MACIEL, s/d, pg 11)’.

Como funciona o desodorante natural?

 Atualmente existem no mercado muitas opções de desodorante natural. Aqui na Prema trabalhamos com os desodorantes em creme, que nos possibilitam, além de oferecer um produto com composição saudável, dispensar o uso de plástico, usando um potinho de vidro e tampinha de alumínio.

 A eficácia de nossos desodorantes reside na ação combinada de três fatores, os óleos vegetais, os óleos essenciais e o bicarbonato de sódio - ausente somente no desodorante de Lavanda e Ylang-Ylang, recomendado para pessoas com peles sensíveis.. Vale lembrar que eles não são antitranspirantes, o potencial bactericida da formulação evita o mau cheiro sem impedir a transpiração natural, contribuindo para o equilíbrio térmico e a liberação de toxinas.

Muitas pessoas têm receio de que o desodorante natural ‘não segure’, esse sim é um verdadeiro mito. Quando bem feito e com a matéria prima correta os desodorantes naturais são super eficazes, além de mais saudáveis e ecológicos.

Referências:

https://www.ecycle.com.br/tempo-de-decomposicao-do-plastico/ 

https://vidasimples.co/colunistas/cloridrato-de-aluminio-no-desodorante-para-que-serve-faz-mal/ 

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/mito-ou-verdade-desodorantes-antitranspirantes-podem-provocar-cancer/12806/7/ 

https://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/201/3-Patologias_que_podem_estar_relacionadas_ao_uso_de_antiperspirantes_contendo_sais_de_alumYnios_e_seus_derivados.pdf 


Comentários

Gostou? Classifique!

Escrever comentário

Não use tags HTML!

Newsletter

×
Cadastre-se para receber nossa newsletter e receba em seu e-mail promoções, cupons de desconto exclusivos, notícias sobre ecologia e novidades!

* E-mail:

* Nome: