Além do Natural

  • Além do Natural

        ‘Eu não percebo onde tem alguma coisa que não seja natureza. Tudo é natureza. O cosmos é natureza. Tudo em que eu consigo pensar é natureza.’ (Krenak, Ailton. Ideias para Adiar o Fim do Mundo, 2016, pg 17)

        Você já percebeu como de uns tempos pra cá parece que tudo virou natural? Ideias como essa citada acima colocam um desafio para esse uso indiscriminado do termo natural como forma de qualificar produtos, sejam eles cosméticos ou outros. Como aponta Krenak, isso parte da premissa equivocada da separação entre a humanidade e a natureza, como se não fôssemos parte de um mesmo organismo vivo, que é a Terra. 

        Esse paradoxo nos aponta que sem um modelo de desenvolvimento diverso, que respeite a humanidade em sua diversidade de formas de imaginar e se relacionar com a natureza, as propostas de desenvolvimento sustentável e consumo consciente não passarão de discursos para dar uma nova roupagem a uma velha forma de transformar seres vivos - como animais, árvores, rios e montanhas - em recursos para a o mercado e seu desenvolvimento. 

        O caminho para um futuro efetivamente mais ecológico talvez seja almejar uma economia da troca mais focada em pessoas, do que no acúmulo de bens ou coisas. Valorizar as relações que possibilitam a transmissão de conhecimentos antigos, práticas e saberes indígenas, quilombolas, ribeirinhos e suas formas próprias e entenderem a natureza. A Prema acredita nisso, e apesar de sabermos o quanto isso demanda tempo para se manifestar de forma mais concreta, temos buscado incentivar ações como Origens Brasil® e a Rede de Cantinas da Terra do Meio/PA que vem buscando implementar propostas que caminham nesse sentido.


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