A Rede de Cantinas da Terra do Meio/ PA

  • A Rede de Cantinas da Terra do Meio/ PA

A Rede de Cantinas é composta por 14 associações de extrativistas, beiradeiros (ou ribeirinhos), indígenas e agricultores familiares, que são protagonistas na estruturação de uma economia da floresta em pé. Envolve mais de 600 famílias em 27 cantinas espalhadas por um território de mais de 8,5 milhões de hectares de Terras Indígenas e Unidades de Conservação.

As cantinas, próximas aos grandes rios como Xingu e Iriri, são entrepostos na floresta administradas de forma autônoma pelos extrativistas. Nelas, eles vendem sua produção pelo preço justo e recebem em dinheiro ou mercadoria na hora da entrega. Por meio das cantinas, também circulam informações e saberes sobre a gestão do território e monitoramento de áreas protegidas.

Através da marca @vemdoxingu, a Rede de Cantinas comercializa mais de 15 itens, dentre eles os óleos vegetais que estão presentes em praticamente todos os nossos produtos, desde sabonetes e shampoos, até o bálsamo e o desodorante creme. As matérias primas neles utilizadas- como os óleos de Babaçu, Andiroba e Copaíba - são processados em miniusinas dentro da floresta amazônica.

Hoje, a Rede de Cantinas conta com 8 miniusinas localizadas em 4 Reservas Extrativistas: RESEX Rio Xingu, Rio Iriri, Riozinho do Anfrísio e 2 Terras Indígenas: Xipaya e Trincheira Bacajá.

Elas são equipadas com diversas tecnologias que permitem o processamento de diferentes produtos da floresta, como por exemplo, o sistema de desidratação de castanhas e frutos; o monitoramento eletrônico de temperatura; a desumidificação do ambiente de estocagem e o maquinário para extração de óleos.

O aprimoramento técnico combinado ao conhecimento tradicional possibilitou acrescentar um maior valor agregado aos produtos florestais não madeireiros. Ao serem beneficiados nas miniusinas, saem de lá já prontos para serem comercializados.

Esse processo contribui não só para manter a floresta amazônica em pé, mas também para a conservação de identidades e modos de vida dos beiradeiros e indígenas da Terra do Meio, no Pará. Como aponta Fabíola Silva do Instituto Sócio Ambiental: “A pressão do desmatamento no entorno da bacia do Xingu tem aumentado e vem de todos os lados. E não existe melhor forma de conservar e monitorar a floresta do que articular os diferentes atores do território e empoderá-los. Com uma alternativa de renda sustentável, a partir de atividades que já exerciam tradicionalmente, os povos da floresta podem protegê-la ao mesmo tempo em que permanecem com dignidade e mantém seu modo de vida.” (Notícias - Povos Indígenas no Brasil)

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